Padroeiro

São Silvestre nasceu em Roma e foi ordenado pelo Papa São Marcelino durante a paz que precedeu as perseguições do imperador Diocleciano. Ele passou através desses anos de terror, e assistiu à abdicação de Diocleciano e de Maximiliano e ao triunfo de Constantino em 312. Dois anos mais tarde ele sucedeu a São Melquiades como Bispo de Roma. No mesmo ano, ele enviou quatro legatários para representá-lo no grande Concílio da Igreja Ocidental em Áries. Ele confirmou suas decisões naquele Concílio e implementou-as na Igreja.

No Concílio de Nicéia, também no seu pontificado, no ano de 325, como não podendo participar devido a sua idade avançada, enviou seus legatários que encabeçavam a lista dos signatários dos seus decretos, precedendo assim aos Patriarcas da Alexandria.

Em 31 de janeiro de 314 ele foi eleito para a cadeira de São Pedro, sendo que poucos dias antes o Imperador Constantino com o Edito de Milão, dava permissão à existência do cristianismo. Ele teria conseguido isto por ser conselheiro e diretor espiritual de Constantino.

Diz a tradição que Constantino havia sido aconselhado pelo seu médico que a melhor maneira de curar a lepra seria se banhar no sangue de uma criança. Uma visão de São Pedro apareceu ao imperador, insistindo que o batismo nas mãos de São Silvestre seria a sua cura o que fez Constantino mudar de ideia. E São Silvestre batizou o imperador, que se curou. Em gratidão, o imperador deu as ilhas de Sicília e Córsega ao papado. Essas terras conhecidas como a ‘Doação de São Silvestre” formaram a base do futuro Vaticano.

Constantino doou grandes terrenos em volta de Roma para a construção de basílicas e outros prédios. Os cristãos oravam em pequenas capelas ou às escondidas, mas Silvestre imaginava uma Igreja grande de modo a conter todo o clero, bem como basílicas e cemitérios para os mais ilustres mártires.

Constantino deu ainda o Palácio Lateran para ser a residência do papa. Na época muitos cristãos romanos olhavam com suspeita a legalização do cristianismo a qual marcava o fim de uma gloriosa tradição.
Deve ser lembrado que os cristãos foram impiedosamente perseguidos no reinado de Diocleciano e de Maximiliano.

Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no dia 31 de dezembro do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória. Sepultado no cemitério de Priscila, os seus restos mortais seriam transladados por Paulo I (757-767) para a igreja erguida em sua memória.

É especialmente reverenciado em Pisa, Itália.
Sua festa é celebrada em 31 de dezembro



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